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jun 12

Vida é outro nome para o amor

E se o amor não tiver doação, respeito e beleza, ele não será amor!

Se você depende do outro para ser amado, sempre há infelicidade. Você será infeliz porque dependência é escravidão. Dependência é dominação. O outro não deve e não tem que interferir. O amor só floresce na liberdade, nunca poderá viver e crescer na dependência de algo, ou de alguém… Amor é liberdade!

Amor é abundância que você doa sem exigir nada em troca. O primeiro tipo de “amor” não é nenhum amor, é uma necessidade. Como pode a necessidade ser amor? O “amor-necessidade” ou o “amor-deficiência” depende do outro. Na realidade, não é verdadeiro amor. Usa-se o outro como um meio. O outro é explorado, manipulado, dominado. É exatamente o mesmo que será feito pelo outro. Ele vai manipular você, dominá-lo, possuí-lo, usá-lo também. O “uso” de um ser humano por outro é desamor. Só parece mas não é amor. E talvez é o que acontece a quase 99 por cento das relações entre as pessoas no mundo, porque a primeira lição de amor que se aprende é na infância e ela é complicada. Uma criança nasce, ela depende da mãe. Seu amor para com a mãe é um “amor-deficiência”—ela precisa da mãe 24 horas. Não sobrevive sem ela. Ela ama a mãe porque sem ela não teria vida. De fato, não é realmente amor—o bebê amará qualquer mulher, ou quem quer que lhe dê a maternagem, ou seja, que a alimente e proteja e que a ajude a sobreviver. A mãe é um tipo de “alimento” de que ela se serve. Não é apenas leite que precisa. A criança deve ganhar amor que também é uma necessidade. Se faltar amor na infância, haverá muito problema no ser humano adulto.

O segundo tipo de amor, o verdadeiro, é quando o ser humano começa a amar em vez de necessitar. O ser amadureceu. Seu amor agora é tão grande que pode doar partilhar. Só uma pessoa madura pode distribuir, tem o que dar, pois está sobrando. Não é mais dependência. O amor agora não é uma relação, é um estado de amar. É o que acontece quando uma flor floresce numa floresta fechada sem ninguém para apreciar, ninguém para sentir sua fragrância, ninguém para passar e dizer “que bela, que alegria”, ninguém para partilhar! O que acontece à flor? Morre? Sofre? Fica apavorada? Comete suicídio? Nada disso, ela continua simplesmente a florescer. É a natureza. Não faz nenhuma diferença se alguém passa ou não; isso é irrelevante. Ela naturalmente doa sua fragrância.

Da mesma forma, se eu possuir o estado de amor sobrando, mesmo estando só, também serei sempre tão amoroso, quanto sou quando estou com o outro. Não é o outro que está criando o meu amor. Se fosse ele , e ele partisse, meu amor acabaria. Ele por sua vez, não está tirando o meu amor de mim. Ambos estamos partilhando gratuitamente nosso amor. Esse é o “amor-dádiva”, é o “amor-ser”, esse é o verdadeiro amor!. Essa é a realização do ser humano nesta vida!

Dr. Octavio José de Almeida Lignelli

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